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Comer, beber e dançar

 Uma das coisas mais bacanas que reencontrei em Natal, uma década depois de morar em São Paulo, foi o Solto na Cidade, esse guia bem feito que não deixa nada a desejar aos melhores distribuídos em grandes capitais. E, nessa seção, vou falar de coisas boas que surgiram na nossa cidade nesse período.

Nos últimos três meses, eu e cinco jornalistas investigamos o cardápio de 532 bares, restaurantes e locais que vendem açaí, café, crepes, doces, sorvetes, tapiocas e outras delícias na cidade. Rodamos bastante pela capital e praias do litoral norte e sul, sempre de olho em fachadas, letreiros ou qualquer coisa que indicasse comida, bebida e boas baladas. O resultado, 16% maior do que em 2008, vai ser apresentado na próxima edição de Veja Natal a ser lançada em novembro.


Glutão convicto – mas não um gourmet, pois não sei combinar vinhos e carnes, tampouco para que servem maçaricos e pistolas de pintar carros numa cozinha –, fiquei extremamente feliz com o conjunto geral da obra, digamos assim. Nossa cena gastronômica, de fato, profissionalizou-se consideravelmente desde que o levantamento começou a ser feito, em 2006.


O mesmo aconteceu com as festas. Chefs, restauranteurs, nutricionistas, enólogos, maîtres, garçons, pizzaiolos, baladeiros, DJs, publicações e blogs especializados deram cada um, à sua maneira, um contributo incalculável à arte de bem servir e de dançar em Natal. A cidade está fervilhando, o verão já está batendo aí, e ninguém pode mais reclamar com os amigos que não tem para onde ir de segunda a segunda, combinado?


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