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Resenha: Comer, rezar, amar

Por Anne Medeiros

Mea Culpa! Confesso que sou avessa a best-sellers. Confesso também que aceitei a sugestão de fazer a resenha crítica de “Comer, rezar, amar”, de Elizabeth Gilbert,  com certa reserva. Sobretudo por causa das frases na capa: “mais de 4 milhões de livros vendidos” e “seja também a heroína da própria jornada”... Me “cheirava” a livro de auto-ajuda, o que me dá calafrios. Mas, felizmente, posso me enganar (e não tenho vergonha de admitir!). O enredo é simples: uma jornalista de 30 e poucos anos larga toda uma vida traçada e previsível (inclusive um casamento “feliz”) e vai à Itália, Índia e Indonésia atrás de seu próprio caminho.

Sim, parece clichê... e é mesmo! Mas as nossas vidas muitas vezes são também. Agir de acordo com o que a sociedade impõe, sobretudo com o peso da idade, é absurdamente duro, tanto que acabamos seguindo caminhos distantes do que realmente queremos e acreditamos. Caminhos sem paixões (no sentido amplo), de culpa (culpando e sendo culpado) e de frustrações. Definitivamente, esta não é a obra literária da minha vida, mas me fez viajar nas aventuras da autora (pelo mundo e dentro de si mesma) e pensar sobre a coragem de mudar o rumo… E acho que os livros devem servir para isso mesmo: entreter, apaixonar e fazer a mente voar.

SERVIÇO | COMER, REZAR, AMAR
Autor: Elizabeth Gilbert
Páginas: 342 | Editora: Objetiva | Preço: R$ 42,90


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