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Quadrilhas juninas, nosso orgulho maior

Espartanamente organizadas, as quadrilhas juninas potiguares já estão ensaiando a todo vapor, mobilizando costureiras, músicos, coreógrafos e milhares de jovens em todo o estado praticamente desde o dia que as sanfonas se calaram, em julho de 2009. Elas são, na realidade, as nossas escolas de samba que deram certo, não resta dúvida. Cansadas da falta de apoio de órgãos públicos, as agremiações mais profissionais foram em busca da iniciativa privada, venderam anúncios nos seus carros alegóricos – que foram aprender a construir com carnavalescos em Parintins ou mesmo no Rio de Janeiro – e hoje fazem a alegria da nossa gente simples, do litoral ao sertão.

São compostas por jovens que juntam centavo por centavo para pagar a roupa mais bonita que puder envergar, entregam-se de corpo e alma em ensaios extenuantes dia e noite e esfalfam-se em viajar em ônibus nem sempre confortáveis, cruzando o estado de leste a oeste em busca de plateia. Quando junho chegar, sem nenhum trocadilho, as quadrilhas juninas vão assaltar a nossa alma nordestina com um colorido de cores e ritmos que explodem por todos os lados, fazendo-nos refletir: como podem ser tão bonitas e organizadas? De onde vem tanta energia para levantar arquibancas inteiras por volta das cinco horas da manhã, como vi na final de um dos festivais no ano passado, na praça central de Currais Novos? De onde surgem tantas ideias para contar uma história tão simples como um casamento matuto na roça?

Taí uma boa tese de mestrado para os nossos antropólogos e um bom case de marketing para os carnavalescos estudarem e imitarem. Que junho chegue logo, pois muita gente, como eu, não vê a hora de assistir uma apresentação de quadrilha junina.
 


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