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No número anterior do Solto na Cidade, apresentamos algumas peculiaridades da Cidade Alta, berço de Natal, escolhida para iniciar a série Por dentro dos bairros. Já nesta edição, descemos até a Ribeira, segundo bairro mais antigo da cidade, e traçamos um roteiro com boas doses de história, cultura e boemia.
Começamos nosso passeio de dia, quando é possível observar melhor os detalhes da arquitetura antiga da rua Chile, parte mais velha da Ribeira. Também vale a pena uma visita às ruas vizinhas, em especial a Dr. Barata. Quem gosta de raridades e quinquilharias, não pode deixar de entrar nos dois antiquários que funcionam lá.
O Museu de Cultura Djalma Maranhão é outro lugar para se visitar durante o dia. Ele foi inaugurado em 22 de agosto de 2008, no prédio onde por muito tempo funcionou o terminal rodoviário da cidade. O local foi totalmente reformado para poder abrigar o acervo permanente, que conta com símbolos do culto religioso, bonecos de João Redondo de mamulengueiros potiguares, personagens e vestimentas usadas em danças e folguedos, brinquedos, artesanato, cordel, entre outros elementos da cultura popular do Rio Grande do Norte.
O prédio é uma das 30 atrações do Circuito Histórico, Turístico e Cultural da Ribeira, do qual também faz parte a Praça Augusto Severo. Inaugurada em 1905 em homenagem ao norte-riograndense pioneiro da aviação, ela também foi revitalizada em 2008 e tem sido usada para a realização de eventos culturais abertos ao público, como agora no carnaval (ver página 6). Nesse mesmo circuito, encontramos o centenário Teatro Alberto Maranhão, principal casa de espetáculos do Estado e um dos prédios mais belos da capital potiguar, cuja construção teve início em 1898.
Se a pessoa estiver disposta a andar e for curiosa, vai encontrar muito mais coisas interessantes batendo pernas no velho bairro na parte do dia. Mas a Ribeira é procurada principalmente à noite, por quem sai de casa em busca de diversão e cultura. Em relação a esse último item, é sempre bom ficar ligado nas atividades da Casa da Ribeira, que fica na rua Frei Miguelinho. Tem tudo no site www.casadaribeira.com.br.
O Nalva Melo Café Salão (3212 1655) - misto de salão de beleza, café e bar de música ao vivo -, na avenida Tavares de Lira, é outro point cultural que não dá para ficar sem conhecer. Como os eventos lá costumam ser mais cedo, dá para esticar até a rua Chile e terminar a noite no DoSol ou no Galpão 29, espaços onde geralmente ocorrem shows de rock independente. Nas sextas-feiras, uma boa pedida é a rua Câmara Cascudo. É lá que funciona o Buraco da Catita, roda de choro mais tradicional da cidade. O ambiente é descontraído, propício para papear entre um gole e outro de cerveja. Pura boemia.
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