
| Solto na Redinha |
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A travessia pela ponte que liga Santos Reis à Redinha é o primeiro atrativo do passeio. Talvez não haja outro local em Natal que proporcione uma vista panorâmica da cidade tão bonita. Uma vez do outro lado, não falta o que fazer. Quiosques e ambulantes oferecem bebidas e petiscos variados, mas bom mesmo é a ginga com tapioca feita no Mercado da Redinha - a legítima. Em nenhum outro lugar você vai encontrar igual. Um dos traços culturais do bairro, que se desenvolveu a partir de uma colônia de pescadores, é a devoção à Nossa Senhora dos Navegantes. As duas igrejas católicas que existem na Redinha são dedicadas à santa. A menos antiga, construída em 1954 pelos veranistas e conhecida também por Igreja de Pedra ou Capela de Pedra, é famosa por ser a única do Brasil construída com pedras retiradas do mar. O número 1091 na avenida Litorânea é outra atração da Redinha. É ali que há dez anos funciona o Aquário Natal, onde é possível ver de perto pinguins, cavalos marinhos e até tocar em tubarões. Por acolher todo tipo de animal para tratamento, o aquário acabou virando um mini zoológico e conta, hoje, com cerca de 250 animais, marinhos e terrestres, de 60 espécies diferentes. Entre outros bichos, lá tem peixes de corais, tubarões, moreias, cavalos marinhos, pinguins, arraias, iguanas, jacarés, tartarugas, macacos e cobras. As visitas são guiadas por monitores, que dão explicações sobre cada espécie enquanto adultos e crianças observam e fotografam tudo admirados. O aquário abre diariamente, das 8h às 18h (tel. 3224 2177/2641). Na volta pra casa - pela ponte nova, claro -, uma dica é visitar a Fortaleza dos Reis Magos, em Santos Reis. Trata-se do mais importante monumento da cidade, datado do século 16 - época das grandes navegações. Mas só se ainda for cedo (o local cerra as portas às 16h) e ninguém estiver enfadado. Senão, fica para outra oportunidade. O assunto rende, sozinho, uma matéria para outro Giro Cultural. Em breve, nas páginas do Solto na Cidade. |