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Solto entrevista: Rafael Cortez

Fortemente influenciado pelos colegas do Custe o Que Custar (CQC), programa jornalístico que passou a integrar em 2007, o jornalista, ator e músico Rafael Cortez iniciou em janeiro de 2009 o trabalho de comediante stand-up. Ele estudou o formato ao máximo e testou diferentes tipos de piadas e abordagens cômicas - todas, como se pede no stand-up, 100% autorais e originais - até chegar ao solo de comédia “De tudo um pouco”, que os natalenses terão a oportunidade de ver nos dias 28 e 29, no Teatro Alberto Maranhão. Por e-mail, Rafael falou com o Solto sobre o espetáculo e de suas outras atividades.


Custe o Que Custar apareceu primeiro em sua vida e, logo depois - influenciado pelo CQC - a stand-up comedy. Você vê algo em comum entre os dois trabalhos?

O CQC balançou um pouco o jornalismo. Trouxe inovações e formatos muito aceitáveis ao grande público. Eu gosto de fazer parte desse processo. Quanto ao stand-up, ele veio com tudo e deu uma movimentada, levando ao teatro pessoas que antes não iam ver comédias em geral.

Depois do CQC e do stand-up, se veria trabalhando em um jornal tradicional ou fazendo comédia convencional?


Já fiz teatro, como você cita, convencional. E sou jornalista. Já trabalhei em veículo. Se me vejo fazendo o jornalismo do dia-a-dia? Sim, por que não? Mas claro que prefiro esse formato mais liberal, mais relaxado com as coisas. Procuro me adaptar sempre ao que faço. Gosto de um desafio, de encarar as coisas e de mostrar resultado. Então, que venha o que tiver de vir. Não fico pensando muito no que vem pela frente.

Como se deu a concepção e preparação do espetáculo “De tudo um pouco”?

Eu acho difícil o stand-up e até por isso que chamo meu espetáculo de Tudo um Pouco. Nele eu conto histórias e impressões que tenho sobre a vida e tudo mais. É difícil fazer humor e mais difícil você ficar ali, cara a cara com a plateia, sem recursos de som, luz e figurinos. Mas é divertido. Gosto dessa interação. A preparação eu faço nas noites de humor em bares. É onde testamos os textos, analisamos reações. Eu conto sempre com o apoio e supervisão de amigos como o Danilo Gentili e Rogério Morgado.

A música é outra atividade a que você se dedica. É pra valer?

É pra valer sim. Levo muito a sério meu violão. Sou músico desde a adolescência. Já fiz muitos recitais. Tenho um CD que vai ser lançado em 2010 com composições minhas.

Em seu blog, no último post de 2009, você faz um balanço do ano e diz ter se desdobrado para dar conta dos trabalhos. Tanto trabalho que a vida pessoal ficou meio de lado. Tem sido difícil encontrar o equilíbrio?

Acredito que a vida é uma busca pelo equilíbrio. Mas não posso reclamar de nada. Tive um 2009 incrível, de muito trabalho e muitas conquistas. Mas é fato a máxima “de para cada escolha, uma renúncia”. Algumas coisas não pude fazer.

Quais as expectativas e planos para 2010?

2010 será um ano de muito trabalho, mais ainda que 2009. Temos Copa do Mundo, eleições. Será um ano de muitas gravações. Além disso, tenho meu CD, que será lançado, e mais viagens com meu show. Minhas expectativas são as melhores em todos os sentidos.

 


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