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por Itaércio Porpino
No dia 4 de maio, às 20h, a Casa da Ribeira abre as portas gratuitamente ao público para o lançamento da Rede Potiguar de Música (RPM), evento que contará com pocket-shows de alguns artistas já associados à Rede. Um deles é Esso Alencar, entrevistado desta edição. O cantor e compositor, que gravou no ano passado o disco “Alma de Poeta”, fala sobre a importância da RPM, da qual é um dos propositores, e também um pouquinho de sua carreira, claro.
O que é a Rede Potiguar de Música?
É uma ação política e de cidadania voltada para o fortalecimento da cadeia produtiva da nossa música com base na profissionalização do setor. Trata-se de um grupo aberto em que podem participar músicos, jornalistas, donos de estúdios, produtores e qualquer um que esteja envolvido com o segmento. Os encontros vêm sendo realizados há seis meses, no Sebrae da avenida Lima e Silva, toda primeira segunda-feira de cada mês.
Muita gente diz que a classe dos músicos em Natal é desunida. É verdade?
Está mais para desorganizada do que para desunida, mas essas são coisas com as quais queremos romper. Guerrinha de ego não tem lugar na Rede. Não suportamos mais esse tipo de discurso. Estamos preocupados com o debate qualitativo, com a participação de pessoas que querem a profissionalização e o crescimento do segmento. A ideia é ter o RN mais presente nas feiras de música e outros eventos que acontecem no país; refletir sobre nossas condições de trabalho e buscar o aprimoramento da parte técnica.
Essa discussão, aqui no Estado, não está ocorrendo um pouco tardiamente?
Está, porém nunca é tarde demais. Em 2008, completou dez anos do Grupo Locau!, que eu criei com a mesma finalidade, mas não foi pra frente. As necessidades vêm sendo mantidas historicamente, o que muda é o interesse. As novas gerações têm se mostrado mais receptivas, mais compreensivas e mais conscientes de que é preciso se unir para haver um diálogo com as instituições. Individualmente, é impossível dialogar com essas instâncias.
Esse é um movimento nacional. Em que lugar as ações estão mais evoluídas e podem servir de exemplo para o RN?
A Rede de Minas Gerais é uma das mais antigas e que tem tido resultados muito exemplares. O segmento de música mineiro conseguiu criar uma política de editais junto ao Estado para circulação e registro fonográfico, por exemplo, e é algo em que podemos nos espelhar.
E como vai a carreira de músico?
Minha trajetória me satisfaz. Ano passado gravei, pelo Projeto Pixinguinha, “Alma de Poeta”, meu segundo disco, todo ele com poemas de poetas potiguares que musiquei. |