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Xilogravurista de mão cheia

Erick Lima, 25 anos, estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, assina a capa desta edição do Solto na Cidade. Ele fez a ilustração a partir da xilogravura, técnica na qual a madeira é usada como matriz para reproduzir a imagem no papel. A arte está muito presente na literatura de cordel, que, aliás, foi responsável por Erick ter se tornado um xilogravurista. E dos grandes!

Essa história começou em 2007, quando o cordelista Erivaldo Leite de Lima, o Abaeté, pai de Erick, abriu, na Cidade Alta, à rua Vigário Bartolomeu, a Casa do Cordel, com a ideia de imprimir cordeis e difundir esse tipo de literatura. Faltava, no entanto, quem trabalhasse as ilustrações das capas - em xilogravura, claro, porque, segundo Abaeté, cordel que se preze tem que ter capa em xilogravura. Diante da necessidade, Erick Lima se dispôs a fazer. Ele já desenhava e tinha habilidades com trabalhos manuais, o que facilitou tudo.

Desde então, o estudante de Ciências Sociais tem se dedicado pra valer ao ofício. Erick é requisitado para fazer ilustrações de cordeis, livros, logomarcas de eventos e até capas de discos. “No ano do centenário de Patativa do Assaré, me pediram uma xilogravura dele para a capa de um disco com uma compilação de seus poemas”, conta Erick, que também faz xilogravuras de retrato sob encomenda e se coloca à disposição para ensinar a arte que aprendeu sozinho em escolas, faculdades e a quem mais interessar possa.
   
SERVIÇO | XILOGRAVURA (ERICK LIMA)
Atelier: Casa do Cordel (rua Vigário Bartolomeu, 578, Centro)
Site: www.casadocordel.blogspot.com
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